quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sobre o dia de hoje...sobre tantas coisas...


"Muito bom o dia de hoje...aliás sempre em busca de "dias melhores prá sempre"!!

Dia reggado de "nostalgias" hum...delícia!!

Pela manhã, "a saudade voltou rasgando(...)"

Supervisão!! as dobras... dobras de alegria!! "e eu? o que faço com esses números?"

Almoço com meu amor! "família, família ... almoça junto todo dia"

A tarde, auto-análise...amo o que faço! "é preciso saber viver"

Finaleira da tarde - notícia boa!! " Por favor...me traga uma notícia, mas que seja boa!!"

A noite, "GUNS" + Meu AMOR + "etc e tal" AmU tUdO IsSo!! UHUuU"!!

sexta-feira, 15 de maio de 2009


O Galo e a Raposa

No meio dos galhos de uma árvore bem alta um galo estava empoleirado e cantava a todo o volume. Sua voz esganiçada escoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo, dizendo:
- Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia, fingiu que estava vendo umas coisas lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem – disse o galo – acho que estou vendo uma matilha de cães alí adiante.
- Nesse caso, é melhor eu ir embora – disse a raposa.
- O que é isso prima? - disse o galo. - Por favor, não vá ainda! Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos cachorros nesses tempos de paz?!
- Não, não é medo – disse a raposa – mas...e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?
Fonte: Fábulas de Esopo, ED. Companhia das Letrinhas

domingo, 19 de abril de 2009

Infância roubada



Canção para a menina maltratada
Celso Gutfreind

Não, não será com métrica
nem com rima.
Uma coisa sem nome violentou uma menina.
Ação barata sem a prata
do pensamento
o ouro do sentimento
o dia da empatia. Noite.
Uma coisa. Não era o lobo
nem o ogro nem a bruxa,
era a fúria do realsem o carinho do símbolo.
Stop, a poesia parou.
Ou foi a humanidade?
Stop nada, a menina sente e segue
com métrica, rima, graça, vida.
Onde está tua vitória, ignomínia?
Uma prosa continua
poética como era
saltitante o bastante
para não perder a poesia.
A coisa (homem?) é punida como um lobo
no conto de verdade.
E imprime-se um nome
na ignomínia.
A menina liberta expressa
ri e chora, volta a ser
qualquer (única) menina.
Pronta para a métrica
pronta para a rima
pronta para a vida
(canto de cicatriz),
pronta para o amor a dois,
à espera, suave, escolhido.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lady Dai

Não demores a chegar,
O tempo é cruel carrasco
Pra quem não sabe esperar
Os minutos se tornam horas
A lembrança de você
Me faz kerer esperar o tempo que for
Só pra escrevermos mais uma página
de nossos dias
Passa o tempo, passa esperto
No badalo das horas
Embalo poucos versos
A te esperar, a te procurar, pra te encontrar

Slayer

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um olhar...


Era na ponta de um grande trapiche de Cabourg, na direção do porto dos iates. Na praia a criança levantava uma pipa chinesa. Aquela criança não se movia do lugar onde estava. Em volta dela, outras crianças jogavam bola. Estavamos bem longe, no terraço. Ventava e a noite caía. A criança não se movia, a tal ponto que começamos a achar sua imobilidade insuportável, depois dolorosa. De tanto escrutar, escrutá-lo, cavar a imagem, vimos o que era. A criança tinha as duas pernas paralíticas, magras como sarrafo. Certamente alguém ia passar para buscá-la. Algumas crianças já estavam indo embora. A criança continuava brincando com a pipa. Às vezes a gente diz vou me matar, depois retorna o livto. Alguém deve ter ido buscar a criança antes de a noite cair. Aquela pipa no céu assinalava o lugar onde ela se encontrava, não havia engano possível.
Marguerite Duras

domingo, 6 de julho de 2008

xaudadii!!

"Cuide de tudo o que for verdadeiro

deixe tudo o que não for passar"

sábado, 5 de julho de 2008

?

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão.


Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

(Chico Buarque - Apesar de você)

PS: repreender não é reconstruir a história!!